MANUAL DE ESCOLHA DO PASTOR

Este texto, com algumas revisões, foi publicado aprovado pelo Conselho da CBB e publicado no Livro da Convenção da Assembléia da CBB de Nitetoi-2011.

Organizadores: Lécio Dornas e Juracy Carlos Bahia

 

APRESENTAÇAO

A Convenção Batista Brasileira - CBB - solicitou à Ordem dos Pastores Batistas do Brasil - OPBB - que elaborasse um documento que servisse de orientação para as igrejas em processo de escolha de um pastor. A Conselho da OPBB, em sua reunião de novembro de 2010, a partir de um texto elaborado pelos pastores Lécio Dornas e Juracy Bahia, aprovou o texto a seguir que foi homologado pela CBB em sua Assembléia Geral de janeiro de 2011, em Niteroi, RJ.

É preciso registrar nossa gratidão a muitos que colaboraram, com destaque para os pastores: Evaldo Carlos dos Santos, Nilo de Oliveira, Luiz Klitzke, Joarês Mendes de Freitas, Damy Ferreira, José Vieira Rocha, James Sheffielde e Samuel Esperandio, cujas idéias foram aproveitadas a partir de textos anteriores.

Todos cooperaram graciosamente desejando servir às nossas igrejas, motivo pelo qual este texto não é comercializado. Ele pode ser aquirido nos documentos da CBB e no site da OPBB e pode ainda ser copiado livremente desde que citada a fonte.

Que o Senhor seja honrado.

 

INTRODUÇÃO

A igreja batista tem como característica histórica escolher em assembléia de membros o seu pastor. Esta é uma grande oportunidade e um tremendo privilégio. Assim, sendo autônoma, a igreja batista precisa organizar-se para realizar um processo de escolha de pastor.

Quando a igreja se organiza em um processo de escolha de pastor e a este processo se lança de forma disciplinada e espiritualmente fundamentada, se protege da ação de oportunistas, da influência de populistas e da interferência de forças que militam contra a sua saúde.

Deus promete dar um pastor para o seu povo ( Jeremias 3.15 ), e está pronto a cumprir sua promessa, basta que o seu povo o busque e se organize para discernir a sua vontade.

Este manual visa ajudar a igreja nesta tarefa fascinante de identificar quem deve ser o seu novo pastor, por isso apresentamos algumas diretrizes que podem ajudar num processo bem sucedido para a escolha do pastor.

Após a saída do pastor anterior, que deve incluir a sua total descompatibilização da igreja, sua presidência e responsabilidade jurídica. A igreja precisa ser declarada em processo de escolha de pastor.

A primeira medida, sem dúvida, deve ser a de colocar a igreja em oração. Algumas ações podem ajudar nisso:

Então, a igreja parta para as seguintes etapas:

 

É muito importante e altamente recomendável que a igreja eleja um Pastor Interino que a oriente e ajude enquanto acontece o processo de escolha do novo pastor. O Pastor Interino, se bem escolhido, com sua autoridade, experiência e habilidades de liderança, muito ajudará a igreja. Veja o que a igreja precisa levar em consideração na escolha do Pastor Interino:

Trata-se do Pastor que exercerá o ministério e, se for o caso, a presidência da Igreja, durante o tempo que durar a escolha e posse do novo pastor da igreja.

Além das qualificações bíblicas ( I Tim. 3.1-7 ), a igreja deve observar as seguintes características na definição do seu Pastor Interino:

O pastor interino deve receber uma ajuda de custo por este trabalho extra. Todo trabalhador é digno e deve ser recompensado pelo seu esforço.

A Igreja precisa entender as limitações do interinato, devendo os seus líderes assumirem com responsabilidade suas funções, de forma a permitir que o Pastor Interino cuide apenas dos assuntos onde sua gestão e liderança sejam indispensáveis: pregação, aconselhamento pastoral, supervisão eclesiástica, orientação ao trabalho da Comissão de Escolha do Novo pastor etc.

Após a devida pesquisa, a Diretoria da Igreja deve submeter à Assembléia da mesma, uma proposta de nome para o exercício do Pastorado Interino. Uma vez eleito e empossado, ele deverá agir como preceitua o Estatuto e Regimento Interno da Igreja ou Manual Eclesiástico.

Para ajudar a igreja na definição do seu novo pastor, é muito saudável e também altamente recomendável que a igreja eleja uma Comissão de Escolha do Novo Pastor, a quem ela encarregue das ações de pesquisa, contatos, averiguações e definições de parâmetros para que se defina um nome a ser levado para apreciação da igreja.

1. Fundamentação Bíblica

Por que uma comissão? Não poderia Deus agir diretamente, através da oração e trazer um pastor para a igreja? Poderia, mas não tem sido assim a maneira de Deus trabalhar na escolha de Seus servos. Quando Deus precisou ungir a Davi para ser o Rei de Israel, Ele mandou Samuel para a casa de Jessé. Foram postos diante de Samuel todos os filhos de Jessé. Deus foi dizendo a Samuel: não é este (I Samuel 16.1-13). Para escolher o sucessor de Judas, no grupo apostólico, Deus usou o sistema de sorteio dentre aqueles que, inicialmente, possuíam a qualificação fundamental de ter acompanhado a Jesus, convivendo com os demais apóstolos, durante Seu ministério terreno. Foram separados dois, e a sorte foi lançada entre eles (Atos 1.21-26). Aprendemos que Deus trabalha por caminhos "humanos", para escolher Seus servos "humanos". Aqui quer dizer: entre os crentes. Não poderíamos pensar em usar métodos meramente profissionais, como já se faz em outras culturas.

2. Constituição da Comissão

Uma boa Comissão não dever ser muito grande. No entanto, precisa ser representativa. Não é necessário que todas as organizações da igreja estejam representadas, mas é importante que participem da Comissão pessoas maduras, que estejam relacionadas com a Diretoria, Corpo Diaconal, bem como os principais segmentos da igreja, gente que lidere as principais organizações etc.

A comissão de escolha do pastor deve ser feita pela assembléia geral, mediante um trabalho prévio realizado pelos obreiros ou Conselho de Líderes. Devem ser escolhidas pessoas com:

a) Neutralidade. Cada membro da comissão será um pesquisador dos interesses da igreja. Ele não fará esse serviço com imparcialidade se tem sua decisão tomada antecipadamente. Naturalmente que não poderão compor a Comissão os remunerados pela igreja e nem mesmo seus parentes. Para evitar conflitos de interesse, se vier a ser considerado um candidato com laços de parentesco com algum membro da Comissão é aconselhável que este solicite sua licença da Comissão até que o nome em questão seja apreciado, indicado ou descartado. Deve-se evitar também pessoas que já tenham definido um pastor de sua preferência ou com histórico de forçar para fazer valer seus pontos de vista. Alguns crentes podem deixar de aceitar a indicação de um pastor apenas pelo fato de que foi indicado por "fulano".  

b) Discernimento Espiritual. Entre os muitos nomes que poderão surgir, a Comissão indicará apenas um. Este é um exercício espiritual e não pode ser feito apenas com os recursos da inteligência, mas também, e especialmente, com os recursos da oração.  

c) Disponibilidade. A Comissão fará muitas reuniões e alguns de seus membros poderão ter que viajar para visitar igrejas de pastores indicados.  

d) Discrição. A divulgação inadequada de nomes e dos procedimentos da Comissão poderá prejudicar a própria comissão, o processo de sucessão como um todo, o ambiente relacional na igreja e até mesmo pastores envolvidos e suas igrejas. Os membros da Comissão precisam ser saudáveis emocionalmente.  

e) Representatividade. Indicados os nomes para compor a Comissão, pode-se usar o critério da representatividade para eliminar nomes em excesso, evitando que mais de um nome represente o mesmo departamento ou ministério da igreja: músicos, jovens, etc.  



3. Objetivos da Comissão de Sucessão:
a) Mobilizar a igreja para a oração em favor da escolha do novo pastor;
b) Recolher indicações de nomes da forma mais democrática possível;
c) Sugerir um perfil do pastor a ser escolhido. Este perfil pode ser apresentado à igreja para votação;
d) Escolher um único nome que será levado à Assembléia Geral da Igreja;
e) Se o nome indicado pela comissão for aceito pela igreja, o pastor será convidado para passar uns dias pregando e convivendo com a igreja. Então haverá uma assembléia extraordinária para decidir se o pastor será ou não convidado. Se o for e aceitar, o trabalho da comissão estará encerrado. Se o nome indicado não for convidado ou se não aceitar o convite, a comissão retoma os trabalhos para indicar um novo nome, dentre os nomes já sugeridos pelos membros da igreja ou pode abrir espaço para receber novas indicações.

4. As reuniões da comissão:
Em cada reunião deve haver tempo para oração e para muita conversa sobre os nomes que os membros da igreja sugeriram. A igreja deve ser orientada a sugerir nomes para os membros da comissão e não pressionar, deixando que eles trabalhem os nomes como acharem melhor. 

Com os recursos da Internet, é possível descobrir muito sobre um pastor sem despertar expectativas: site da OPBB, site da igreja atual dele (muitas vezes com cultos online), Google, etc. Quando um nome "crescer" dentro da comissão, então o pastor interino pode fazer um contato para sondar se há alguma disposição desse pastor em deixar seu nome ser considerado. Então a comissão deve fazer mais estudos e, se possível, visitar a igreja desse pastor. Somente quando a comissão estiver convicta é que levará o nome para o plenário da igreja.

O site www.opbb.org tem um página de serviços às igrejas onde é possível fazer uma busca pelo nome do pastor e saber, na hora, se ele é filiado à Ordem dos Pastores. Ter uma carteira válida de pastor batista não garante o sucesso de um ministério, mas significa que o pastor está integrado à sua Denominação e aceita o Código de Ética da OPBB.

5. O prazo para o
s trabalhos da comissão.

Não deve haver prazos para a Comissão apresentar um relatório, mas ela deve fazer uma reunião semanalmente. Isso ajudará a manter os trabalhos sempre ativos.

6. Procedimento parlamentar

Uma vez que elegeu a comissão, a igreja transferiu para ela a tarefa de apresentar os candidatos em assembléia. Assim, todos os nomes de candidatos terão que passar pela comissão. O processo democrático não significa, por exemplo, um membro da igreja levantar-se no dia da assembléia em que se está apreciando o nome do candidato apresentado pela comissão e propor outro nome, estranho à comissão. Neste caso, a proposta será declarada fora de ordem pelo presidente da mesa, já que os candidatos teriam que ser trazidos via comissão.

7. Critérios de seleção

A Comissão deve estabelecer, na primeira reunião, seus critérios de trabalho. Isto é, ela deverá determinar qual o caminho que usará para selecionar os candidatos. Isto, especialmente, em caso de igrejas de grandes cidades, em que há muitos pastores esperando um pastorado. É necessário, no processo de escolha de um novo pastor evitar as comparações com o líder anterior.

Um pastor é um homem sujeito a erros como todos os demais. Entretanto, há de se observar requisitos vitais, básicos e alguns outros peculiares às caracteríscicas da igreja.

I) Requisistos vitais, eliminatórios. Ao se detectar a inexistência de um único destes itens é aconselhável que a Comissão abandone o nome em consideração:
1) Convicção de chamada para o ministério pastoral;
2) Habilidade para a liderança;
3) Caracter irrepreensív
el;
4) Boa formação teológica e firmeza doutrinária;
5) Espírito de servo;
6) Emocionalmente saudável;
7) Ensinável;
8) Trabalhador e comprometido com o Reino;
9) Formador de liderança (educador).

II) Requisitos importantes, que precisam ter uma explicação:
1) Não ser filiado na Ordem dos Pastores Batistas do Brasil;
2) Ser divorciado;
3) Ter algum filho não integrado à igreja;
4) A igreja onde pastorea ou pastoreou não coopera com a Denominação;

5) Desequilíbrio na vida financeira;

III) Requisitos peculiares, não necessariamente impeditivos. Há casos históricos em que pastores com e sem essas características desenvolveram ministérios muito abençoados. Estes itens, ou a ausência deles, podem influenciar, positiva ou negativamente, dependendo das preferências e características da igreja:
1) Ser membro atuante em outras organizações, eclesiásticas ou não;
2) Ser casado;
3) Enfatizar um ministério especifico: jovens, missões, evangelismo, administraçao, etc;
4) Disposição para dedicar tempo integral ao ministério da igreja;
5) Enfatizar um modelo de administração eclesiástica: igreja com propósito, em células, tradicional etc.

IV) Critérios dispensáveis:
1) Idade do pastor;
2) Cor da pele;
3) Já ter pastoreado uma igreja;

I Timóteo 3.1-7, 14,15; Tito 1.6-11 e IPedro 5.1-4

 

IV. DEFINIÇÃO DO PERFIL DA IGREJA

Um processo saudável de escolha de pastor não leva em consideração apenas o que a igreja precisa descobrir sobre o candidato a pastor, mas também o que ele precisa saber sobre a igreja. Veja o Anexo 1 um formulário que pode ser usado para que a igreja se deixe conhecer pelo pastor, evitando surpresas futuras que desgastam o relacionamento entre pastor e igreja.

 

V. A ESCOLHA DO CANDIDATO PELA COMISSÃO

Diante do levantamento feito, a comissão fará uma votação dos mais prováveis, elaborando uma lista por ordem de preferência: 1º, 2º, 3º...

A votação da comissão não precisa ser unânime, mas deve haver um espírito aberto para aceitar a votação da maioria. Escolhidos os mais prováveis, a comissão precisa começar a compartilhar com a Igreja sobre o primeiro nome da lista. O relator poderá falar sobre o assunto numa reunião normal da igreja, a título de informação, sem entrar em detalhes, e pedir orações. Normalmente o povo começará a se manifestar pessoalmente aos membros da comissão.

Num próximo passo, se julgar conveniente, a comissão poderá ter um encontro informal com o candidato cujo nome será apresentado à assembléia, para ouvir seus ideais, sua experiência pastoral e seu jeito de trabalhar. Isso ajudará a comissão a "sentir" o candidato.

É muito importante que a comissão leve apenas um candidato de cada vez. Se levar dois, já terá uma divisão no plenário. O candidato vencedor, ao assumir o pastorado, terá adversários, inevitavelmente. Sendo um de cada vez, a comissão evitará essa dificuldade.

 

VI. A ESCOLHA DO CANDIDATO PELA IGREJA

Depois de acompanhar o trabalho da comissão, e de ouvir o candidato, a igreja apreciará seu nome em plenário. Se houver interesse, o candidato poderá ter um encontro informal com a igreja toda, antes da votação plenária. A comissão deve propor preliminarmente um percentual em torno de 70% de votos favoráveis para a aprovação do candidato, caso o estatuto da igreja não o estabeleça.

A comissão apresentará, em resumo, as qualificações do pastor e o que foi que a levou a optar por aquele nome.

O assunto já vem da comissão com força de proposta apoiada, cabendo ao plenário apenas discutir a proposta e votar.

Todos os membros da igreja terão o direito de perguntar e de ser esclarecidos.

É bom relembrar que não haverá oportunidades de o plenário apresentar outros nomes nessa ocasião. A Igreja já escolheu o critério via comissão, por isso, qualquer tentativa neste sentido será declarada fora de ordem.

A votação deverá ser feita por escrutínio secreto (cédulas) com o nome do candidato e opções para sim ou não. Uma alternativa é oferecer cédulas com as expressões "SIM" e "NÃO" em que o membro possa rasgar ao meio e depositar no local apropriado a expressão que expressa o seu desejo.

Após a votação, uma comissão escrutinadora previamente eleita, deve fazer a contagem dos votos. O resultado da votação será divulgado no primeiro culto após a assembléia.

Essa votação do candidato deve ser feita dentro das exigências estatutárias quanto ao quorum e ao prazo de convocação da assembléia, de cujo texto deve constar: "eleição de pastor".

Se o indicado for efetivamente eleito, a igreja poderá, numa segunda assembléia registrar o resultado da votação, votar honorários e demais itens do sustento pastoral, mediante previo e cuidadoso estudo dos obreiros ou diretoria. É aconselhável que nessas definições conste o critério de reajuste desses valores. No site www.opbb.org há uma sugestão de Plano de Carreira.

Aprovado o nome do candidato e as condições do sustento ele poderá ser comunicado através de uma carta-convite, incluindo o compromisso com os princípios bíblicos aceitos e defendidos pelos batistas, que assinará o termo de posse.

Sendo aceito o convite o próximo passo será marcar, em acordo com o obreiro, uma outra assembléia, de caráter festivo, para a posse do pastor. Dessa posse se lavrará uma ata simples, contendo as qualificações exigidas por lei, para que seja registrada no cartório competente.

Não sendo aprovado pela assembléia o candidato levado pela comissão, ela retoma o processo com o 2º nome da lista tríplice ou quíntupla antes elaborada.

É preciso verificar o estatudo da igreja para conhecer o quorum exigido e com quantos dias de antecedência a assembléia precisa ser convocada.

O pastor interino dirigirá a Assembléia e, após significativo período de oração, submeterá a debate o nome do pastor indicado pela Comissão de Escolha de Pastor. 

Cédulas de votação devem ser preparadas com antecedência e o livro de presença deve estar disponível para recolher assinaturas dos membros presentes.

VII. PROCEDIMENTO ALTERNATIVO

Há um processo alternativo, ainda pouco praticado no Brasil, onde o pastor titular prepara o seu sucessor com o apoio e concordância da Igreja. Quando esta prática ocorre com a motivação de investimento na formação de líderes parece oferecer muitas vantagens, dispensando a maioria das sugestões deste Manual. É preciso, entretanto, destacar que a tentativa de se "fazer o sucessor" com motivação política, por um líder que não tem vocação de mentoriar pessoas, pode resultar num enorme desastre, especialmente para a Igreja.

ANEXO 1

Formulário para definir perfil da igreja. A tabulação pode servir de reflexão para a Igreja e para o pastor indicado.
Das três opções, escolha a que melhor se aplica à igreja.
1) Quando à doutrina...

a. ___somos fiéis à Declaração Doutrinária da CBB
b. ___ aceitamos a Declaração com flexibilidade
c. ___ fazemos restrições à Declaração

2) Quanto à missões...
a. ___ cooperamos como a média das igrejas 
b. ___ priorizamos missões locais 
c. ___ realizamos campanhas missionárias com grande entusiasmo

3) Quanto ao púlpito...
a. ___ somos exigentes, valorizamos um sermão bem preparado
b. ___ somos como a média das igrejas
c. ___ achamos que sermão é tão importante quanto as demais partes do culto

4) Quanto ao estilo de culto...
a. ___ Amamos a boa música, em diferentes estilos
b. ___ Preferimos usar apenas os hinos tradicionais
c. ___ Raramente cantamos hinos do Cantor Cristão

5) Quanto ao relacionamento com o pastor...
a. ___ somos conhecidos com uma igreja que sabe amar seus pastores
b. ___ Entendemos que o pastor é um profissional e tem deveres e direitos
c. ___ boa parte da igreja acha que podemos ficar sem pastor

6) Quanto ao envolvimento dos membros com os ministérios...
a. ___ dificilmente os membros se envolvem
b. ___grande parte da igreja se envolve de verdade
c. ___achamos mais inteligente investir na contratação de pessoal 

7) Quando à obra social...
a. ___ o ministério prioritário da igreja é ganhar almas para Jesus
b. ___ na prática, enfatizamos o ministério integral
c. ___ somos como a média das igrejas

8) Quanto à administração eclesiástica...
a. ___ temos todas as organizações funcionando, EBD, MCA, UHB, etc
b. ___ somos como a média das igrejas
c. ___ funcionamos com outros modelos eclesiásticos

9) Quanto às mudanças...
a. ___ somos resistente a mudanças de natureza metodológica ou estrutural
b. ___ o que queremos é que as coisas funcionem bem
c. ___ somos como a maioria das igrejas

10) Quanto à vida devocional...
a. ___ nossos cultos de oração são bem freqüentados
b. ___ menos de 30% dos membros são dizimistas
c. ___ somos como a maioria das igrejas

11) Quando aos relacionamentos...
a. ___ desperdiçamos muita energia com questões relacionais
b. ___ somos uma família que se ama
c. ___ somos com a maioria das igrejas

12) Quanto à expansão missionária...
a. ___ temos plantado novas igrejas nos últimos anos
b. ___nossa prioridade é a nossa construção
c. ___ somos como a maioria das igrejas

13) Quanto ao nível socio-cultural
a. ___ grande parte dos membros de nossa igreja tem curso universitário
b. ___
c. ___

 

 

ANEXO 2

Perguntas para um entrevista com o indicado a pastor da igreja

1) Como foi sua chamada para o ministério?
2) Fale-nos um pouco sobre sua família e a relação dela com o seu ministério.
3) Qual seria o seu dom espiritual preponderante?
4) Em que momentos de sua vida, o irmão experimentou maior crescimento espiritual?
5) Em seu ministério, em quais as áreas da igreja o irmão tem percebido maior progresso?
6) O irmão poderia falar um pouco sobre sua prática devocional, sobre como discerne a presença e a vontade do Senhor?
7) Há algum ponto da Declaração Doutrinária da CBB ou da prática batista que o irmão não concorda plenamente?
8) Como o irmão definiria sua pregação? É mais expositivo ou temático? Como o irmão faz para, pessoalmente, crescer nesta área?
9) Como tem sido a vida devocional da igreja dirigida pelo irmão?
10) Qual a taxa de crescimento por batismo em seu ministério?
11) Poderia comentar sua visão quanto ao evangelismo, adoração, educação religiosa e ação social?
12) O irmão teria alguma opinião formada sobre o ministério colegiado e trabalho em equipe?
13) Como a igreja deve participar da vida política na cidade?
14) Como o irmão considera a participação denominacional da igreja?
15) Como deve a igreja tratar as controvérsias? 
16) Qual a sua visão quanto ao dom de línguas e outras ênfases pentecostais?
17) Como o irmão tem lidado com lutas na igreja por conta de estilos de culto?
18) O que o irmão entende por ministério de dedicação exclusiva?
19) O irmão entende que a igreja precisa aplicar disciplina em certos casos?
20) Qual a sua visão quanto às assembleias deliberativas da igreja?
21) Que reclamações fazem os que discordam de seu estilo ministerial?
22) O irmão é comprometido com o dia de descanso e com suas férias?
23) O que o irmão espera de sua igreja?
24) O que o irmão enumera como os pontos que mais prejudicam a paz e a fraternidade na igreja?
25) O que é integridade?
26) O que um pastor pode fazer para guardar sua reputação?
27) Como tem sido o envolvimento das igrejas sob o seu ministério com a obra missionária? Quais as ofertas com relação ao orçamento da igreja? Quantas novas igrejas organizadas?
28) Em sua opinião, como deve ser a vida financeira de um pastor?

 

ANEXO 3

TERMO DE POSSE NO PASTORADO DA IGREJA .....

 

Nome do Pastor

 

Diante do Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito, e da assembléia solene da Igreja ....., eleito pelo voto democrático desta igreja, e consciente da vontade de Deus para minha vida e meu ministério, eu, [nome do pastor], brasileiro, estado civil, portador da cédula de identidade ...., expedida pelo ..., em .... e CPF ....., residente e domiciliado na Rua ..... ap ... – CEP ..., assumo o pastorado e a presidência da Igreja ......, e prometo:

depender de Deus, da graça de Jesus Cristo e do poder do Seu Espírito para o exercício do meu ministério e direção desta igreja;

 

Nome do Pastor]