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Objetivo
Geral:
“Oração”
Objetivo
Específico:
“Parceria de Oração”
Introdução:
- Fiquei por demais feliz em ser convidado para ser um dos oradores desse
conclave e muito mais por falar a pastores sobre oração.
-
O mito do pastor
perfeito
O
pastor é aquele a quem damos pouco, mas de quem esperamos sermões perfeitos e
interessantes. Queremos que seja bem organizado e eficiente no gabinete
pastoral, e exigimos que seja o marido perfeito e o pai ideal em casa. É um
fardo pesado para qualquer um carregar.
Em
seu livro Pastors at Tisk (Pastores em risco), H. B. London menciona estatísticas
assustadoras de uma pesquisa realizada pelo Instituto Fuller em 1991, sobre
pastores. Aqui estão alguns dos resultados:
90%
dos pastores trabalham mais de quarenta e seis horas por semana;
80%
acreditam que o pastorado afeta negativamente sua família;
33%
afirmam que o pastorado coloca em risco a existência de sua família;
75%
passaram por uma crise gravíssima pelo menos uma vez durante sua carreira;
50% sentem-se incapazes de executar todas as demandas do trabalho;
90%
sentem que não foram adequadamente treinados para lidar com as exigências
do cargo;
70%
afirmam que seu amor-próprio decresceu;
40%
enfrentam um problema sério com um membro de sua congregação pelo menos uma
vez por semana;
33%
confessam ter se evolvido em algum tipo de comportamento sexual inapropriado,
com alguém da igreja;
70%
não possuem um amigo íntimo;
Essas
estatísticas são arrasadoras. Elas mostram como é a luta de muitos pastores e
de como eles precisam de sua ajuda.
A
quarenta anos pela graça de ser pastor, tenho sido maravilhosamente abençoado
no ministério e no meu relacionamento com colegas que levam o ministério a sério
e neste relacionamento tenho descoberto os cinco maiores problemas enfrentados
por colegas:
a)
Solidão
íntimo.
Elas revelam o quanto eles devem se sentir solitários. Muitos se encontram
nessa situação porque não desejam revelar a ninguém as dificuldades pelas
quais passam. Hesitam em ser transparentes e vulneráveis, porque acreditam que
deveriam ter a solução para qualquer tipo de
problema. Outro motivo para solidão é o cargo. A liderança os afasta
dos demais membros. “O líder geralmente fica sozinho no topo; por isso,
esteja certo de seu propósito.”
b)
Estresse
Os
líderes evangélicos são bastante suscetíveis de estresse. Seu trabalho tem
conseqüências eternas e sua responsabilidade é enorme. Além disso, são
figuras públicas. Os pastores e sua família vivem como num aquário, sujeito
ao exame e às críticas de todos que os vêem. Em seu livro Prayer Shield (A
armadura da oração), meu amigo Peter Wagner diz o seguinte: “Cada gesto do
pastor é minuciosamente examinado, o que já é o bastante para tornar-lhe
pesado o fardo. Precisa de ajuda sobrenatural para conviver com essa situação.”
Vinte
anos atrás, mais ou menos, uma historinha engraçada sobre pastores circulou
entre as igrejas. Intitulava-se “O pastor perfeito”. Não sei quem a
escreveu, mas é uma descrição perfeita do que um pastor acha que a igreja
espera dele:
Após
centenas de anos de procura, encontrou-se o pastor perfeito. É o líder que
agrada a todos. Prega precisamente 20 minutos e, a seguir, senta-se. Ele condena
o pecado, mas nunca aponta o dedo para ninguém.
Trabalha
de 08:00 às 22:00h, e faz de tudo, da faxina da igreja à preparação dos sermões.
Do seu salário, ele devolve 25% à igreja; seu carro é novo; suas roupas,
elegantes e sua família, bonita. Além disso, gosta de comprar livros. Está
pronto a ajudar qualquer causa nobre e auxilia os mendigos sempre que passam
pela igreja.
Tem
36 anos, mas já prega há 40. Alto, mas não muito, forte, porém esguio, e
muito charmoso. Seus olhos são azuis ou castanhos (dependendo da necessidade da
ocasião), e parte o cabelo ao meio -o lado esquerdo é preto e liso, e o lado
direito, castanho claro e encaracolado.”
Seu
maior desejo é trabalhar com a mocidade, e dedica todo seu tempo livre aos
idosos. Sorri o tempo todo enquanto se mantém sério, porque é seriamente
dedicado a manter seu senso de humor. Visita pelo menos quinze membros da igreja
diariamente, e passa o restante do tempo evangelizando nas ruas, mas sempre que
precisarmos dele, iremos encontrá-lo em seu gabinete. Infelizmente,
desgastou-se tanto no trabalho que se desintegrou aos 32 anos.”
O
estresse é resultado das exigências impostas aos pastores, os quais, devido ao
seu amor genuíno pelos crentes e sua vontade de ajudar, são levados a
trabalhar mais do que deviam.”
c)
Inaptidão
Como
as estatísticas do Instituto Fuller indicam, nove entre cada dez pastores
sentem-se inaptos porque acreditam que não foram adequadamente preparados para
o trabalho. Creio que se o mesmo tipo de pesquisa fosse realizado sobre as
demais profissões, nenhuma outra teria estatísticas tão elevadas. Para piorar
a situação, algumas famílias de pastores sentem-se pouco à vontade com a
posição dele na igreja.
d)
Depressão
As
pressões da liderança, além da solidão, do estresse e do sentimento de
inaptidão, podem levar líderes à depressão. Recentemente li um estudo sobre
a vida de Elias, o grande profeta de Deus do Velho Testamento. Até Elias ficou
deprimido. Vemos em 1 Reis 19.4, que, após o milagre no monte Carmelo,
"ele mesmo, porém, se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se
assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte e disse: Basta; toma
agora, ó Senhor, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais".
Elias havia sido obediente. Mandara descer fogo do céu para mostrar o poder de
Deus, matando todos os profetas de Baal e orara pelo fim da seca. Ainda assim,
porém, queria desistir de tudo. Por isso, não devemos nos surpreender quando
vemos o mesmo acontecer na vida de nossos líderes.
e)
Batalha Espiritual
No
início de meu ministério como pastor, pouco sabia sobre a luta do crente
contra os demônios. Mas num período relativamente curto descobri que tenho de
enfrentar Satanás todo o tempo, e que as maiores batalhas ocorrem quando tenho
de tomar uma decisão importante. Creio que o Maligno espera a melhor
oportunidade de atacar os líderes evangélicos, e que se esforça ainda mais
quando o reino de Deus é edificado, logo após uma vitória, e quando o líder está
exausto.
A
tentação de Jesus no deserto é um exemplo excelente da estratégia de ataque
de Satanás, ou seja, no momento de fraqueza. Depois de ser batizado no Jordão,
Jesus passou 40 dias jejuando no deserto. Satanás achou que essa seria a
oportunidade ideal para tentá-Io. Sabemos que foi assim que Satanás calculou,
porque diz em Lucas 4.13 que "passadas que foram as tentações de toda
sorte, apartou-se dele o diabo, até momento oportuno”(grifo do autor).
Sempre
que alguém está trabalhando para a edificação do reino de Deus, Satanás
tenta impedi-Io. Quanto mais alto subirmos na escada da liderança cristã, mais
atenção receberemos de Satanás. Isso significa que os pastores e demais líderes
da igreja estão sob ataque espiritual contínuo, pois dedicam a maior parte de
seu tempo à obra divina.
Dr.
Andrew Murray no seu livro o Ministério da Oração Intercessória diz que a
distância entre o homem e Deus são os joelhos dobrados.
Dr.
Whyte, pastor em Geórgia falando a uma conferência para pastores
disse
que no início do seu ministério, tirando o tempo de visitação ele gastava
todo o tempo possível em seus estudos com seus livros pois desejava alimentar o
seu povo com o melhor da palavra. Porém, logo descobriu o valor da oração no
seu ministério, ele diz que a
partir daquela data a oração era parte principal do seu ministério. Naquela
data ele pregou seu sermão sobre os apóstolos quando chamaram os membros da
igreja e disseram: “Escolhei dentre vós sete varões de boa reputação cheio
de sabedoria e do Espírito Santo para que os coloquemos sobre este importante
negócio, e nós daremos mais tempo a pregação da Palavra é a oração.”
Em
nosso dias nós os ministros estamos tão envolvidos que não temos
encontrado
tempo para a oração. Levantamos pela manhã já pensando e preocupados com os
serviços em nossos escritórios ou gabinetes, respondendo cartas, preparando
boletins, atendendo ao público, cuidando da administração e buscando matéria
para os nossos sermões que no final do dia dizemos: “não me sobrou tempo
para orar.” As vezes nosso viver espiritual, pela escassez do relacionamento
com Deus nos afasta de uma vida espiritual e perdemos o desejo de orar. O Dr.
John Maxwell nos indica dez inimigos da oração, eis alguns deles:
1.
O pecado que ainda não confessamos
O pecado não confessado é provavelmente o maior inimigo da oração. No Salmo 66.18 temos o seguinte: "Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido. "Quando as Escrituras falam de vaidade, estão se referindo a um pecado não confessado. Deus é perfeito e não aceita pecado em nós. Se deliberadamente tolerarmos um pecado em nossa vida, estaremos afastando Deus de nós. E como conseqüência, nossas orações serão ineficazes.
Entretanto,
se confessarmos os nossos pecados, Deus nos perdoará e ficaremos mais uma vez
limpos, livres de culpa e sem mácula. Jeremias 31.34 diz: "... perdoarei
as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei." Deus não
somente nos perdoa, mas ainda se esquece completamente de nossos pecados do
passado. Uma vez confessados, nosso relacionamento com ele é restaurado e
nossas orações voltam a ter poder. Nossas ações do passado poderão ter
conseqüências, mas o pecado em si está perdoado.
Em
seu livro Life Together (A vida em tas vezes relutamos em deposi união),
Dietrich Bonhoeffer escreve:
"O
pecado leva o homem a ficar sozinho. Isola-o de sua comunidade. E quanto mais
isolado o indivíduo, mais destrutivo será o poder do pecado sobre ele e mais
desastroso seu isolamento. O pecado prefere permanecer oculto. Bloqueia a luz. E
em sua escuridão, envenena o indivíduo por completo."
2. A Falta de Fé
A
falta de fé tem efeito negativo na vida do crente. Sem fé, a oração fica sem
poder. Até Jesus ficou impedido de operar milagres em Nazaré por causa da
falta de fé do povo (Mc 6.1-6). O irmão de Jesus, Tiago, escreve sobre os
efeitos que a falta de fé tem
sobre a oração. Em Tiago 1.5-8 lemos:
“Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada. Peça-a, porém, com fé, não duvidando; pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, que é sublevada e agitada pelo vento. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa, homem vacilante que é, e inconstante em todos os seus caminhos.”
Por
que é mais fácil confiar em desconhecidos do que num Deus fiel e amoroso?
Muitos
depositam sua confiança em seu cônjuge, nos amigos, no dinheiro ou em .si
mesmos. Mas Deus é o único que não falhará conosco, pois se tivermos fé do
tamanho de um grão de mostarda poderemos mover montanhas.
3. Desobediência
Em I João li a seguinte passagem: “Amados,
se o
coração
não
nos acusar, temos confiança diante de Deus; e aquilo que pedimos dele
recebemos,
porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele
o
que lhe é agradável. Ora, o seu mandamento é este: que
creiamos em
o
nome
de seu Filho; Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros,
segundo
o mandamento que nos ordenou.”
(Ijoão 3.21-23)
Ao
ler o versículo, sublinhei
a palavra porque.
Entendi que recebemos de
Deus
porque lhe obedecemos. Isso
é condição
essencial para
que nos
apresentem,os
diante dele em oração.
Norman Vincent Peale conta uma
história de sua infância que exemplifica a maneira como a desobediência
prejudica nossas orações. Certa vez, quando ele era menino, encontrou um
charuto enorme. Escondeu-o debaixo da camisa e foi para fundo do quintal, atrás
de uma árvore onde achava que ninguém o veria. Em seguida acendeu-o. Ao dar a
primeira tragada, achou o gosto horrível; contudo fumar fazia-o sentir-se
adulto. Ainda fumando, percebeu que caminhava em sua direção. Quando o homem
se aproximou, Norman percebeu, aterrorizado, que era seu pai. Era tarde demais
para tentar jogar o charuto fora; por isso, escondeu-o às costas, e fingiu que
nada acontecia.
O
pai cumprimentou-o e, infelizmente (para Norman), resolveu parar para conversar.
Numa tentativa desesperada de distraí-lo, Norman apontou para
uma placa anunciando a chegada de um circo na cidade.
-
Você me leva ao circo,
papai? pediu insistente. Posso ir assistir ao espetáculo chegar à cidade? Por
favor!
-Meu
filho, respondeu .o pai mansamente, mas com firmeza, nunca peça nada se estiver
ocultando uma desobediência fumegante às costas. Norman nunca se esqueceu da
resposta do pai. E aprendeu também uma lição valiosa sobre Deus. O Senhor não
deixa de .notar nossa desobediência, mesmo quando tentamos distraí-lo. Somente
a obediência restaura nossa comunhão com Deus e confere poder às nossas orações.
4.
Falta de Transparência Para com Deus e com os Outros
Tiago
5.16 diz: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos
outros, para serdes curados...” Tiago está revelando um fato a respeito de
Deus. Quando confessamos nossos pecados uns aos outros, e somos transparentes,
Deus nos purifica e restaura. Experimentamos uma renovação espiritual, física
e emocional. Além disso, nossa transparência ajuda a outros, porque lhes
mostra que não são os únicos a enfrentar dificuldades. Dietrich Bonhoeffer
escreveu sobre a importância de nos abrirmos com outros crentes. Em seu livroLife
Together(A vida em união), ele escreve:
“Ao
confessarmos, a luz do evangelho penetra na escuridão e no isolamento do coração.
O pecado vem à luz. Identificamos os sentimentos mais íntimos e tomamos as
atitudes necessárias. Revelamos todos os segredos. Enfrentamos uma batalha árdua
para confessar o pecado abertamente. Mas Deus uma quebra as cadeias de bronze e
as barras de ferro. Nossos irmãos quebram o ciclo do auto-engano. O homem que
confessa seu pecado na presença de outro sabe que não está mais sozinho. Ele
experimenta a presença de Deus através do apoio de outra pessoa."
A
parte mais difícil da sinceridade é a confissão. Nosso ego resiste e nossa
tendência é desejar manter intacta nossa imagem. A confissão é muito difícil
para nossa sociedade em geral. Todos procuram culpar outrem por seus problemas e
falhas.
Muitos
têm dificuldade de ser transparentes. Vários pastores que conheço acham a
transparência algo dificílimo de colocar em prática. Mas essa abertura de uns
para com os outros tem um efeito profundo em nossa vida. E ao orarmos, é nossa
transparência com Deus que lhe permite operar em nós. Sem ela, a vontade da
carne é fazer com que ele se ajuste aos nossos planos. Além disso, a transparência
capacita outros crentes a orarem mais específica e estrategicamente por nós.
5. Guardar Rancor
Todos
conhecemos a passagem bíblica em que Pedro perguntou a Jesus sobre o perdão:
"Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe
perdoe? Até sete vezes?" (Mt 18.21.) De acordo com a lei, os judeus deviam
perdoar uma mesma transgressão três vezes. Pedro, ao sugerir sete, achava que
estava sendo generoso e longânimo. Por isso, provavelmente assustou-se quando
ouviu Jesus responder: "Não te digo até sete vezes, mas até setenta
vezes sete." (Mt 18.22.)
Jesus
estava querendo ensinar a Pedro que o perdão não é
uma questão de matemática. Tampouco é uma questão de palavras. O perdão
é uma atitude do coração e é o Espírito nos capacita a perdoar. Por que o
perdão é tão importante? Encontramos a resposta em Mateus 6.14-15 – “Porque,
se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos
perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai
perdoará vossas ofensas.”
Perdoar
e receber o perdão andam de mãos dadas. Quando uma pessoa se recusa a perdoar
outra, está ferindo a si mesma,
porque seu rancor a levará à amargura. E ninguém, pode achegar-se para orar,
guardando amargura e rancor no coração, e ainda querer ser abençoado. O perdão
não apenas purifica nosso coração, mas também o deixa leve.
6. Intenções Impuras
Uma
vez ouvi a seguinte história. Certo pastor caminhava por uma rua cujas casas
eram todas em estilo vitoriano. Ao passar por uma das mais bonitas, viu um
menino junto à varanda. Ele estava dando pulinhos, tentando alcançar a
campainha que era demasiadamente alta para ele.
Sentindo
pena do garoto, o pastor abriu o portão, subiu a escadinha e tocou a campainha
para ele. Em seguida, olhou sorridente para o menino e disse:
-
Agora é só esperar, que alguém virá abrir a porta.
Ao
que o garoto respondeu:
-
Não, agora a gente tem é que dar o fora daqui!
O
pastor julgou mal as intenções do garoto, mas Deus nunca se engana quanto às
nossas. Quando
nossa
motivação não é justa, nossas orações não têm poder. Tiago 4.3 diz:
"Pedis e não recebeis, porque pedis mal..."
Temos
grandes exemplos de homens e mulheres de Deus que oravam em todas as circunstâncias:
Abraão quando intercede por Sodoma e Gomorra, Moisés que falava com Deus face
a face, Josué que fez a oração para que o sol parasse e isto
aconteceu, Elias que orou e o fogo desceu, o apóstolo Paulo que orando a prisão
de Filipos tiveram suas portas e janelas abertas e as cadeias que os prendiam no
tronco foram soltas. Porém, o maior exemplo está em nosso Senhor Jesus que
sendo Deus encarnado nas horas mais difíceis do seu ministério passou noites
em oração, levantou pelas madrugadas para orar. Orou para escolher os doze apóstolos
e fez a agonizante oração no horto das Oliveiras.
II.
Também tenho descoberto a necessidade do parcerismo de oração – o oração
intercessória.
Interceder
é orar um pelos outros, e é parte importante do nosso devocional diário, na
primeira carta de Paulo a Timóteo , o apóstolo apresenta instruções
clara sobre a oração intercessória:
“Mas
o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé,
dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios,
pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm a sua própria consciência
cauterizada, proibindo o casamento, e ordenando a abstinência de alimentos que
Deus criou para serem recebidos com ações de graças pelos que são fiéis e
que conhecem bem a verdade; pois todas as coisas criadas por Deus são boas, e
nada deve ser rejeitado se é recebido com ações de graças.” (I
Tim 2.1-4)
A
Oração intercessória feita por
adultos, jovens e adolescentes, feita em silêncio, tem transformado o mundo. João
Wesley declarou: “Mostre-me 100 indivíduos que não temem nada, a não ser o
pecado; que desejam servir apenas a Deus, e, não importa, sejam obreiros sejam
leigos, sei que farão as portas do inferno estremecer e estabelecerão o reino
de Deus na terra. Deus opera em resposta a oração.”
A
mão de Deus se move quando os fiéis e os pastores oram juntos. Através da oração,
Deus torna possível o impossível. Através da oração Deus multiplica nossos
esforços, Spurgeon, disse: “Sempre que Deus deseja realizar algo, Ele convoca
o seu povo a orar.
Spurgeon
entendeu que seus sermões e obras de nada valiam para o impacto espiritual do
seu ministério, o credito pelo sucesso dos seus sermões, era devido às orações
de um irmão inculto ou indouto, que sentava aos pés do púlpito , orando pelo
sucesso dos sermões. Foi sua parceria como outro homem de oração que tornou
eficaz o ministério de Spurgeon. O Dr. Moody conta em suas anedotas que em seu
tabernáculo duas senhoras bem velhinhas sentavam a direita de seu púlpito. Na
hora dos cânticos elas não conseguiam cantar, com muita dificuldade
acompanhavam a leitura bíblica. Quando saiam à porta estendiam as suas mãos
para lhe cumprimentarem e diziam: “Pastor, oramos pelo irmão durante toda sua
mensagem.” Ele dizia consigo mesmo: Ó velhinhas chatas, elas pensam que eu não
oro. Certa noite ele pregou uma das mais poderosas mensagens e ao fazer apelo não
houve uma decisão sequer. Quando chegou a porta para cumprimentar
o auditório observou que as duas velhinha não estiveram no culto e então
compreendeu a razão para muitas decisões em suas mensagens eram as orações
daquelas duas insignificantes senhoras. Nós os pastores precisamos de oração,
um precisando do outro e como diz o tema geral, devemos estar com o nosso ferro
afiar o ferro do colega. C. Peter Wagner, em seu livro Prayer Shield escreveu:
“Pessoalmente, estou convencido de que é verdadeira a seguinte afirmativa:”
A forma de poder espiritual mais negligenciada em nossa igrejas hoje é a
intercessão pelos lideres evangélicos.
Arão
e Hur foram parceiros de oração para Moisés, enquanto ele orava por Josué.
Eles sustentavam os braços de Moisés enquanto orava
A
história do ministério "Parceiros de Oração", quando os leigos
foram parceiros de oração de seus líderes, não é coisa nova. O primeiro
exemplo está no Velho Testamento, no livro de êxodo, quando Moisés orou para
que Josué derrotasse os amalequitas, enquanto Josué lutava, Moisés orava, e,
a batalha foi ganha. Encontramos essa prática também no livro de Atos dos apóstolos.
O irmão se recorda de como os cento e vinte discípulos oravam durante o período
que vai da ascensão de Jesus até o Pentecostes (Atos 1.4). No dia em que o Espírito
Santo se manifestou, um pecador chamado Pedro deu seu testemunho e 3.000 pessoas
se converteram.
E
através dos séculos, temos conhecimento de inúmeros testemunhos de leigos que
se uniram em oração com seus pastores e líderes. Embora o relato de muitas
dessas histórias se encontre no céu, conhecemos algumas outras: Charles Finney:
1830 - Rochester, Nova Iorque. Em um ano, 1.000 dos 10.000 habitantes da cidade
aceitaram a Cristo. O parceiro de oração de Finney foi Abel Clary. Finney
escreveu: "O Sr. Clary perseverou comigo até o fim e partiu somente após
minha partida. Ele nunca falou em público, mas dedicou-se exclusivamente à oração."
D.L. Moody, um desconhecido obreiro da ACM, 1872 - Londres, Inglaterra. Em um
período de dez dias 400 pessoas se converteram na Igreja onde ele pregava. Em
Londres, Marianne Adlard, uma jovem inválida, leu uma nota num jornal sobre o
trabalho de Moody em Chicago, e orou fervorosamente para que Deus o trouxesse à
sua Igreja. Jonathan Goforth, missionário canadense, 1909 - Manchúria, China.
Um grande avivamento espiritual na Manchúria. De passagem por Londres,
no final de 1909, Goforth foi levado a visitar uma senhora inválida. Ao
conversarem sobre o avivamento da Manchúria, ela mostrou-lhe seu diário. Ela
havia marcado três dias em que sentira o poder de Deus de forma especial, com
relação às pregações dele na Manchúria. Goforth foi tomado de espanto
quando percebeu que eram os mesmos três dias em que o poder de Deus se
manifestara mais claramente na Manchúria. Mordecai Ham, evangelista, 1934 -
Charlotte, Carolina do Norte. Muitas pessoas em Charlotte foram tocadas,
inclusive o filho de um fazendeiro, um rapaz chamado Billy Graham, que se
converteu ao ouví-lo pregar. Diversos empresários passaram o dia na fazenda do
pai de Billy Graham, em oração, pedindo a Deus que tocasse sua cidade, seu
estado e o mundo. Billy
Graham, 1949 - Los Angeles, Califórnia. Uma campanha evangelística de
grande impacto que mudou a maneira de alcançar as pessoas para Cristo, levando
a um avivamento do evangelho em massa. Graham havia organizado eventos
semelhantes, mas com resultados desanimadores. Mais tarde, percebeu que a única
diferença entre a Cruzada Evangelística de Los Angeles e as demais foi o
quanto a ele e seus companheiros haviam orado por elas. Esses exemplos atestam o
poder da oração. Não importa se a liderança se encontra nas mãos de um
pastor ou de um leigo, e não importa, igualmente se o intercessor é um homem,
uma mulher ou uma criança - quando alguém nos bastidores se decide a orar por
um dos servos que se acha na linha de frente de Deus, milagres acontecem.
Conclusão:
Há um cântico antigo que diz: De manhã faço oração, ao meio-dia faço também,
é por isso que a minha vida de oração me faz muito bem.
Promessas
de Jesus
Mateus
7.7-8 - “Pedí, e dar-se-vos-á;
buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede, recebe; e
quem busca, acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á.”
Mateus18.19-20
- “Ainda vos digo mais: Se dois de vós na terra concordarem acerca de
qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus.
Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio
deles.”
Isaías
41:60 - “Um ao outro ajudou,
e ao seu companheiro disse: Esforça-te.”
Tiago
diz – Tiago 5.16 - “Confessai,
portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes
curados. A súplica de um justo pode muito na sua atuação.”
Podemos sair deste congresso tendo inúmeros colegas fazendo parceria de
oração. Podemos chegar em nossas igrejas e promover as mesmas parcerias –
Que Deus nos abençoe.