OPBB OPBB - Ordem dos Pastores Batistas do Brasil
 

Perguntas Freqüentes

A OPBB aceita pastoras?
Filiação, desligamento de pastores?
A igreja, o pastor e a OPBB
Ordenação, concílios, seminários
O pastor e a liturgia
Outras questões
As respostas a seguir não refletem necessariamente a opinião da OPBB. Buscamos a assessoria de notáveis como o pastor Irland Pereira de Azevedo, pastor Aloízio Penido Bertho, pastor Orivaldo Pimentel Lopes, mas eles não podem ser responsabilizados por qualquer afirmação, uma vez que a redação final foi feita exclusivamente pelo Diretor Executivo da OPBB, pastor Juracy Carlos Bahia, responsável por qualquer hipotética divergência que possa haver com o pensamento oficial da OPBB. Esforçamo- nos, entretanto, para refletir o pensamento da maioria dos pastores batistas do Brasil. Apreciaremos qualquer cooperação no sentido de aperfeiçoar as respostas com o propósito de ajudar futuras consultas a esta seção.

A OPBB aceita pastoras?

Enquanto a OPBB coordenava um debate nacional se deveria ou não filiar pastoras, algumas de suas seções decidiram filiá-las. Em janeiro de 2007, a Assembleia Geral da OPBB decidiu que não filiaria pastoras e um impasse foi criado: valia ou não a filiação das que foram aceitas pelas seções antes dessa data? Três anos depois, a Seção do Paraná encaminhou uma consulta sobre essa questão, e o plenário da OPBB, em Cuiabá 2010, reconheceu o direito daquelas pastoras. Portanto, a filiação de pastoras continua proibida pela decisão de Florianópolis/2007, mas as pastoras que foram filiadas pelas Seções até janeiro de 2007 receberão a carteira da OPBB. Para receber a carteira, a pastora deve seguir os mesmos procedimentos estabelecidos para os pastores - veja o link Carteiras e Contribuições no menu do site www.opbb.org.br - acrescentando apenas prova de que era filiada a uma seção da Ordem antes de janeiro de 2007.

Filiação, desligamento de pastores

O pastor excluído da Ordem continua sendo pastor?
Como filiar-me à OPBB?
Posso ser pastor batista tendo feito teologia em seminário de outra denominção?

O pastor excluído da Ordem continua sendo pastor?

Para responder à sua pergunta, precisamos definir o termo pastor, visto que este título serve para aquele que um dia foi reconhecido por sua denominação como tal e serve também para descrever aquele que cuida de um grupo de fé. Em casos muito especiais, uma igreja isolada reconhece um líder como pastor mesmo este não tendo o reconhecimento denominacional, o que definitivamente não é aconselhável, uma vez que aceito como tal, deveria poder ser pastor de qualquer igreja de sua denominação.
 
Há estudiosos que entendem que o mais correto é usar o título de pastor quando o indivíduo desenvolve funções pastorais e não como um status de liderança. Precisamos reconhecer que alguns líderes realizam o trabalho pastoral sem o título de pastor, enquanto alguns usam este título e não desempenham funções pastorais. Acontece que, por bondade do povo de Deus, o pastor continua sendo chamado por este título mesmo quando deixa as funções inerentes ao mesmo, especialmente em casos de aposentadoria, liderança denominacional ou quando está em transição de um ministério para outro.
 
Quanto à exclusão do pastor da sua Ordem, normalmente isso acontece após ser excluído da igreja local, o que o faz deixar de ser reconhecido tanto pela igreja como pela denominação. Quando ele é excluído da Ordem e a igreja local insiste em manter o reconhecimento de sua liderança, este líder, na prática, será pastor apenas desta igreja específica. Isto é o que temos praticado, reconhecido e convencionado.
 
Quanto ao fato de o líder se entender chamado por Deus para ser pastor, mesmo não tendo o reconhecimento denominacional, dependerá de ele achar um grupo de fé que o aceite como tal. Seu caminho será, porém, espinhoso entre as demais igrejas de sua denominação. Em casos extremos, quando a igreja insiste em manter um pastor disciplinado pela Ordem, esta terá a prerrogativa de, a seu critério, decidir se entra com um pedido de exclusão da igreja do rol de igrejas filiadas à CBB.
 
Sabemos que é o próprio Deus que chama seus pastores. “E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado” (Ef. 4:11,12). E sabemos também que este reconhecimento é feito pela liderança denominacional em acordo com a igreja local. “Enquanto adoravam o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: "Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado". Assim, depois de jejuar e orar, impuseram-lhes as mãos e os enviaram.” (Atos 13:2,3).

Como ser filiado à OPBB?

O processo de filiação à OPBB foi padronizado no Congresso em São Luis (MA) - 16 e 17 de janeiro de 2008. Veja o que diz o Regimento Interno da OPBB:
 
Art. 6º - O pastor que deseja ser filiado à OPBB encaminha à Comissão de Acompanhamento e Filiação (da Seção onde pretende atuar) uma pasta com os seguintes itens: 
I - Pedido de filiação formalizado pelo pastor à Seção; II - Declaração de seus compromissos ministeriais e de fidelidade aos princípios, doutrinas e práticas batistas; III) Declaração que afirme conhecer e acatar o estatuto, Regimento Interno e Código de Ética da OPBB; IV) Cópia de certidão de casamento ou nascimento, identidade e CPF; V) Declaração da instituição onde o candidato cursou ou cursa teologia atestando sua regularidade acadêmica, financeira e disciplinar com a instituição; VI) Declaração firmada de que não tem restrições ao crédito e condenação criminal; VII - Ata(s) do(s) Concílio(s) de Exame e Consagração VIII - os pastores oriundos de outros países devem anexar comprovantes que provem sua consagração ao ministério pastoral.
Art. 7º - A seção tem quantas comissões de ética forem necessárias para tratar denúncias assinadas de violação do Código de Ética da OPBB. I - A Comissão de ética dá parecer à diretoria da Seção; II - A diretoria da Seção, ouvida Comissão de Ética, dá parecer à Assembléia Geral da Seção.
 
Entre em contato com a Comissão de Acompanhamento e Filiação da sua Seção e entregue os documentos acima listados.
 
Quanto à carteira da OPBB, veja o link “Carteira e Anuidade” no menu do site www.opbb.org.br

Posso ser ordenado pastor batista sendo formado em seminário de outra denominação?

Precioso irmão, vou responder à sua pergunta com minha opinião pessoal, até que a OPBB tenha um posicionamento mais oficial. A resposta é sim. O mais importante é o fato de você ser membro de uma igreja batista filiada à CBB. Os pastores que formarão o seu concílio deverão ser bem exigentes com você. Entretanto, se você não tem nenhuma dificuldade com nenhum dos pontos de nossa declaração de fé, entendo que você não terá maiores problemas no concílio por este motivo. Prepare- se da melhor forma que puder. Ame e esteja integrado em sua denominação e seja mais um dos nossos valorosos pastores.

A Igreja, o Pastor e a OPBB

Qual a melhor forma de remunerar o pastor
Convite para pregar com vistas ao ministério
Cláusula de Segurança para estatuto da igreja
A igreja pode ordenar um pastor sem a OPBB
A OPBB pode ajudar quando a igreja tem problemas com o pastor?

Qual a melhor forma de remunerar o obreiro? Pagar múnus ou benefícios?
Primeiramente o pastor nunca deve ser registrado como empregado. A expressão Munus é genética e realmente poderia ser usada, porém considero necessário especificar mais. O termo "Sustento" é melhor; aceita- se “salário pastoral”, mas nunca “Benefício”. O FGTM, embora não obrigatório, aconselhamos a sua prática, recolhendo mensal ou trimestral, dependendo do banco, que tem prática própria para deposito de poupança de Pessoa Jurídica. A conta deve ser sempre em nome da igreja e, se desejar, vinculada ao pastor, mas só a igreja deve movimentar. 0 percentual pode ser o mesmo de FGTS. Imposto de Renda é obrigatório, desde que ultrapasse a tabela, que deve ser aplicada, conforme dependentes, etc. A igreja retém e, no prazo certo, recolhe ao MF. O obreiro não deve ficar com a responsabilidade de fazer o recolhimento, mesmo porque o documento é da tesouraria da igreja. O pastor não assina RPA. No link "Documentos" há um plano de carreira em estudo. Será boa idéia observá-lo.

Convite para pregar com vista ao ministério

Observe o email que recebemos de um pastor. Sabemos que este não é um caso isolado. O email dispensa comentários. " Uma Igreja vai escolher pastor e naturalmente pelo menos um dos candidatos é preterido; ocorre que quase sempre fica na expectativa de ser avisado. A Igreja prefere o outro e o preterido só fica sabendo quando aparece na internet o convite de posse. Fui convidado com vistas ao Ministério, .... preguei ...presidi assembléia, celebrei a Ceia do Senhor, realizei Batismos e ... pensei que seria carregado no colo pelos diáconos.
O senhor já é nosso pastor; pode esperar que vamos procurá-lo para assumir, mas não fui nem avisado ...não recebi nenhum comunicado.
Entendo que os pastores devem orientar as Igrejas para que hajam com cortezia, dando pelo menos uma satisfação, com agradecimento etc.
Par não tratar um pastor como um objeto descartável, só porque a maioria optou por outro colega.

Clásula de segurança no estaturo da Igreja

Uma sugestão já praticada por muitas igrejas batistas é a inclusão de uma cláusula em seu estatuto, no capítulo que trata do pastor ou da presidência da igreja, que diz:

"Os pastores serão, necessariamente, membros da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil - OPBB - e perderão automaticamente todas as funções na igreja, caso sejam da Ordem desligados."

As igrejas, naturalmente, são autônomas para incluirem esta cláusula ou não. No caso de litígio com o pastor, normalmente é solicitado o apoio da Convenção e, neste caso, ela terá um instrumento valioso para negociar com o pastor, sabendo que poderá contar o apoio da OPBB para desfiliar o pastor, se o caso exigir. São situações extremas, mas para isto se faz o Estauto da Igreja.

A Igreja pode ordenar um pastor sem a OPBB

A consagração de um pastor é um processo de parceria entre a igreja local e a Denominação, via Ordem dos Pastores. Quem consagra o obreiro é a igreja, mas ela utiliza o parecer feito pela OPBB como instrumento para tomada de decisão. Se o parecer for contrário à consagração, a igreja é autônoma para, ainda assim, consagrar o candidato, mas a OPBB também é autônoma para não aceitar a filiação deste obreiro na Ordem. Definitivamente, este não é o melhor caminho. O certo é a igreja e a Ordem desenvolverem todo o processo de consagração em parceria. O projeto de reforma da OPBB vai ainda mais longe, sugerindo que o pastor possa ser automaticamente filiado à Ordem quando consagrado por uma igreja local que observou as recomendações da Ordem, delegando à igreja local ainda mais poderes. Se a sua igreja pretende consagrar um obreiro, inicie contato com a seção da OPBB em seu Estado no início das conversas sobre o assunto.

A autonomia da igreja local não é quebrada quando a OPBB realiza um concílio fechado de exame dos candidatos ao ministério?

O Reino de Cristo, cremos todos, está sendo construído através da igreja local. Parece que todos os batistas estão bastante firmes nisto. Há, por outro lado, um questionamento se não exageramos neste princípio, quando vemos igrejas controladas por pastores inescrupulosos e a Denominação pouco ou nada pode fazer. Quanto ao Concílio de Exame, os procedimentos aprovados pela Assembléia Geral dos pastores batistas reafirmam a impossibilidade de um obreiro ser ordenado sem que a igreja local assim o decida. Na verdade, é mais ainda: sem a decisão da igreja local o processo nem tem início. A Ordem de Pastores não consagra ninguém, nem mesmo inicia o processo de consagração. A Ordem apenas presta um serviço à igreja local, examinando o seu candidato. Este serviço precisa ser feito pelos pastores e não pelos membros das igrejas. Repito, a igreja decide iniciar o processo, solicita um serviço à Ordem, a Ordem presta o seu parecer, e a igreja decide se aceita o parecer ou não. O estatuto da OPBB, aprovado pela CBB, diz que a Ordem deve orientar as igrejas sobre o assunto. Temos que confessar que passamos décadas sem dar esta orientação. A verdade é que a própria OPBB não tinha regulamentado a questão, ou melhor, tinha deixado que cada uma das seções regulamentasse conforme suas preferencias, o que causou uma certa confusão. Os pastores, as igrejas e os candidatos não conseguiam entender os procedimentos para a consagração. Tudo isto foi resolvido com a padronização dos procedimentos aprovada pela Assembléia Geral da OPBB em janeiro de 2008. E se a igreja consagra um pastor sem consultar a OPBB? Bom, isto não é uma prática batista. A consagração de um pastor sempre foi resultado de uma boa parceria entre a igreja local e a Ordem de Pastores. Se um pastor lidera a igreja para consagrar um obreiro isoladamente, este pastor será reconhecido no universo daquela igreja local e não resta à OPBB nenhuma opção a não ser examinar se deve ou não aceitar a filiação desse pastor, o que lhe daria reconhecimento denominacional. Com a decisão da OPBB de permitir a filiação automática do pastor cujo concílio observar os procedimentos por ela recomendados, imaginamos que todo candidato ao pastorado desejará que o seu concílio assim seja realizado, o que dará também maior segurança à igreja.

A OPBB pode ajudar se eu tenho problemas com o meu pastor?

Sim. A OPBB não existe apenas para defender seus pastores, mas também para disciplinar quando eles quebram o Código de Ética. Mas, antes de fazer uma reclamação de seu pastor, observe:
1) não consideramos acusações anônimas;
2) não temos como tratar situações de diferenças de opinião, onde o Código de Ética não foi claramente quebrado;
3) não temos como defender as causas das igrejas. Isto é uma questão das Convenções Estaduais e da CBB.

Toda questão contra um pastor deve ser dirigida primeiramente ao presidente da Seção Estadual. A OPBB é uma segunda instância. Ela cuida exclusivamente de casos onde uma das partes não se sente adequadamente atendida na Seção ou em casos em que a Seção é uma das partes envolvidas.

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Ordenação de Pastores

Como avaliar "Boa Formação Teológica"?
Existe um manual para realização de concílios?
Posso ser ordenado sem concluir teologia?
Posso ser consagrado tendo esposa não crente?

Como avaliar "Boa formação teológica", exigida pelo Regimento Interno da OPBB?
Este é um ponto delicado. A situação da formação teológica no Brasil é preocupante. A OPBB estuda uma nova maneira de verificar a "boa formação teológica", exigência para se tornar um pastor batista. A Ordem já abandonou a idéia de que diploma de seminário é suficiente e estuda a possibilidade de fazer um "provão", cujo resultado serviria de subsídio para os Concílios de Exame. Sabe-se que em algumas escolas teológicas essas matérias são ministradas por pessoas intelectualmente aptas, mas experencialmente despreparadas porque não exercem um ministério ou nele não possuem madura experiência.

Existe algum material que possa ajudar a me preparar para o concílio?
A OPBB está trabalhando este ponto. Até janeiro de 2008 cada seção tinha os seus próprios procedimentos de concílio. Com a padronização destes procedimentos será possível ajudar preparar materiais e cursos que ajudem os candidatos ao pastorado. Veja o Regimento Interno na pasta “Documentos” no menu do site www.opbb.org.br

Posso ser ordenado antes de concluir seminário?
Sim, embora seja recomendável concluir um bom curso teológico primeiro. Quem atesta se o candidato tem ou não boa formação teológica, que é exigida, será o concílio de exame. Alguns pastores são contra esta prática e, no concílio de exame, podem votar contra o parecer de ordenação do candidato. Com a reforma aprovada em janeiro de 2008 todos os pastores precisam ser convocados e, portanto, o candidato pode ter dificuldades para ser aprovado no exame. O que posso adiantar é que não há necessidade de apressar a ordenação. Quando jovens, queremos tudo muito mais rapidamente, mas depois descobrimos que o tempo é excelente aliado. Para exercer as principais funções pastorais como pregar, ensinar, visitar, aconselhar, você não precisa ser ordenado. A diferença é que terá que estar sob a orientação de um outro pastor. Se aproveitássemos mais o conceito de mentoria veríamos que este período pode ser muito rico.

Posso ser consagrado tendo a esposa não crente?
Esta é uma situação difícil. Cada caso é um caso que envolve filhos amados por Deus e que precisa ser analisado com cuidado e piedade. Embora o Código de Ética recomende que o Pastor seja casado e, se casado, com uma mulher crente, para que com ela possa cumprir a recomendação bíblica quanto à criação de seus filhos ( 1Tm 3 e Tt 1), há caso de obreiro que foi consagrado, sendo a mulher descrente. O pastor teve- a incrédula durante décadas, vindo ela, finalmente, a entregar a vida a Jesus. Mas durante anos, antes da conversão da esposa,sofreu muito. Algumas perguntas devem ser feitas:
(1) Trata- se de um obreiro fiel ao Senhor e que tem dado evidências de sua chamada?
(2)  Trata- se de um obreiro, que, quando casou, ainda não era convertido, e, depois,veio a converter- se e sentir a chamada para o Ministério?
(3) A esposa do candidato ao Ministério não é crente (ainda), mas tem uma vida digna e mostra- se fiel e responsável, como esposa e mãe? A esposa não faz objeção à consagração do marido?Promete não impedir um ministério desenvolto de seu marido, se ele se tornar pastor?
(4) Se o casal tem filhos, a esposa concorda em que sejam criados nos caminhos do Senhor e freqüentem a igreja de que o pai é pastor? Se essas perguntas tiverem resposta positiva, a possibilidade de o obreiro ser consagrado pode ser considerada pelo concílio, que tomará a decisão de recomendar à igreja a ordenação segundo o que compreender ser vontade de Deus para o caso específico, desde que o obreiro seja havido como bem preparado pelo Concílio Examinador. A igreja, bem orientada pelo concílio, dará a palavra final.
A OPBB tem isto estabelecido em seu código de ética:
Casado, o Pastor deve tratar esposa e filhos como estabelece a Palavra de Deus, constituindo- se exemplo para o rebanho (Ef. 5.24- 33, 6.4, I Tm. 3.4,5)."
A igreja pode apelar à Secção da OPBB de seu Estado para que pelo menos aceite fazer o concílio, adiantando seu compromisso, de aceitar o parecer que resultar dele. Mediante este compromisso, pode ser que a Secção aceite fazer o concílio.
Em hipótese alguma eu sugiro ir contra o parecer dos pastores. Creio que a igreja possa debater, e continuar debatendo, mas prefiro ver a vontade de Deus na idéia de "sede conformes".
Por fim, embora seja uma situação difícil, o irmão pode confiar que o Senhor irá orientar todo o processo, se os irmãos todos se submeterem ao Seu Espírito.
Na medida do possível, tenha paz com todos. Não vale a pena uma discórdia por este assunto, mesmo porque este querido obreiro não estaria impedido de servir ao Senhor com os seus dons pelo fato de não ser reconhecido como pastor. O zelo da OPBB não é sem motivo.


O pastor e a liturgia

Existe uma liturgia batista?
As igrejas são autônomas na liturgia?
E o G12 e neo- pentencostalismo

Na visão da OPBB há uma liturgia que se possa chamar Batista?
Parece que a OPBB não tem posição sobre o assunto. A CBB cuidou da matéria por meio de um GT de Práticas Pentecostais.  A ABM e a UBLA promoveram Congressos sobre Culto e Adoração e produziram dois documentos importantes: .A Declaração de Berlim e a Declaração de Niterói. Recomendamos o site da Associação dos Músicos Batistas do Brasil

Nós os batistas temos como uma de nossas principais características a nossa forma de governo, que as igrejas locais são autônomas e soberanas para, com a democrática responsabilidade cristã, se congregarem. Até que ponto na visão da OPBB tal autonomia pode ser ou tem sido prejudicial a uma abordagem verdadeiramente denominacional das divergências litúrgicas e doutrinárias? Como a OPBB tem se posicionado a respeito deste problema, que muitas vezes tem como vetor o próprio pastor da igreja?
O conceito de autonomia tem sido objeto de estudo, em várias ocasiões, e a CBB, em seu Estatuto ora em vigor, dá liberdade à sua Diretoria para intervir em igrejas que estejam fugindo dos princípios e doutrinas por nós aceitas. Quanto ao culto, entretanto, não conheço provisão de intervenção, e nem creio que isso seria conveniente. O multicolorido e variedade de formas de cultos em nossa Denominação é uma das características de nosso modo batista de ser.

A OPBB procura identificar e trabalhar as principais tensões denominacionais, tais como o G12, o neo- pentencostalismo etc? De que forma ela envolve os pastores afiliados?
Sim e não. Ela identifica, mas nem sempre cuida de responder às necessidades dos pastores e das igrejas ao enfrentarem essas tensões. Este é um ponto que, confesso, precisamos melhorar. Com relação ao G12, a CBB fez pronunciamento, por meio de sua diretoria.

Não me consta que a OPBB se tenha posicionado. A CBB, sim, teve um GT que cuidou de práticas pentecostais nas nossas igrejas e prestou relatório à Assembléia convencional. Isso há alguns anos. Mas a coisa tem piorado, razão porque acho que a Ordem terá que lidar com o assunto para possível orientação aos seus pastores.

Outras Questões

Pastores podem se envolver com política?
Casamento religioso com efeito civil?
Pastores divorciados ou solteiros?
A OPBB aceita ordenação feminina?
Posso usar a logomarca da OPBB?
Quais os propósitos inicias da OPBB?

De que forma a OPBB vê o envolvimento de pastores com a política?
A não ser o capítulo do Código de Ética que trata do pastor e a Sociedade ou Comunidade, parece não haver posição firmada pela Ordem sobre o pastor e a política. Veja a página deste site sobre o Pastor Cidadão

De que forma a OPBB vê o envolvimento de pastores em sociedades tidas como secretas?
A OPBB estudou o assunto específico relacionado com a Maçonaria e produziu um documento interessante. Vale a pena examinar. O pastor Irland fez um estudo (“A Maçonaria e Eu”)  há alguns anos com a OPBB- GO. O e-mail do pastor Irland para consulta é Irland@aclnet.com.br

Com a modificação dos valores sociais, a família tem sido profundamente afetada, torna-se cada vez mais comum no meio cristão relatos de relações sexuais entre membros de igreja não casados (principalmente adolescentes), divórcio, homossexualismo etc. Como a OPBB tem cuidado de tais assuntos junto aos pastores, em especial no que diz respeito aos homossexuais, pois a sociedade não tolera nenhum tipo de “discriminação”, o que pode levar um pastor as barras da justiça?
Neste começo do século 21, os pastores enfrentarão enormes problemas e desafios. A Ordem precisa tratar de temas importantes como os mencionados em sua pergunta, instrumentalizando pastores com diretrizes éticas para conduzirem-se nos dias atuais. Ainda temos muita matéria a tratar. Agradecemos toda ajuda que recebermos também sobre este ponto.

Sou membro de uma Igreja Batista (filiada a CBB), ultimamente meu pastor tem agido de forma estranha (eclesiasticamente e administrativamente). Do ponto de vista administrativo, faço a seguinte pergunta: Qual é o poder e a autoridade do pastor sobre a igreja? Ele é superior a Assembléia da Igreja? Ele afirma que sim.
Precioso irmão, obrigado por seu e-mail. Devemos ter uma resposta mais detalhada em nosso site no futuro, mas posso adiantar que a Assembléia elege e exonera o pastor, sendo, obviamente, uma autoridade maior que ele. Entretanto, devemos lembrar que a questão hierárquica não é mais importante no sistema que o Senhor nos ensinou. Cada um deve sentir o outro superior a si mesmo. A questão mais importante é de comunicação. Como a igreja pode ajudar o pastor a desenvolver o seu ministério, sem "gemer", como diria a carta aos Hebreus? De que modo o pastor pode, com eficiente e transparente atuação, aliviar as ansiedades da assembléia da Igreja?
Os casos mais graves - o que é perfeitamente possível em qualquer grupo humano - onde o pastor está em gritante erro e, além de não aceitar os conselhos da liderança da igreja, ainda tenta manipular a Assembléia, nossa sugestão é que a liderança da Convenção Batista Estadual e da Seção Estadual da Ordem dos Pastores sejam procuradas para auxiliar. A OPBB só discutirá o assunto na hipótese de ser acionada pela sua seção estadual ou pelo pastor, caso se sinta injustiçado.

Estou sem pastorado e preciso de uma igreja onde possa servir ao Senhor com os meus dons. Como devo proceder?
Eu já fui pastor procurando um ministério, já fui pastor titular, pastor interino, secretário de campo estadual e plantador de igrejas. Depois estas experiências eu diria que este é um dos aspectos mais difíceis que os pastores e os líderes denominacionais enfretam. É mais fácil trabalhar esta questão quando há um pastor procurando igreja e cinco igrejas procurando pastor. O problema é que a realidade é diferente.
Em primeiro lugar gostaria de afirmar que esta é uma tarefa de Deus. Ele é quem modifica as posições de seus soldados no campo de batalha. Cabe ao candidato a novo pastorado, entretanto, a responsabilidade de entender a vontade de Deus para a sua vida. O sentimento de chamada de Deus é muito importante neste caso.
Permita- me oferecer algumas dicas:
a) Compreenda que tipo de ministério Deus tem para você. Ter uma idéia clara do que você está procurando vai ajudá- lo a dizer "não" com maior facilidade às opções que surgirem, ou alguém imagina que o nosso inimigo não oferece opções falsas para confundir os servos de Deus em momentos tão cruciais?Você quer iniciar uma nova igreja, ou desenvolver um trabalho social ou trabalhar na administração da sua denominação? Você deseja dedicar tempo exclusivo ao ministério ou pretende "fazer tendas"? O que Deus quer que você faça? Que dons Ele deu a você? Se você está confuso, será difícil até mesmo ser ajudado.
b) Comunique bem sua visão. Deixe as pessoas saberem o que você está procurando. Muito provavelmente um convite para conhecer algum novo ministério virá por influência de alguém que conhece você bem. Tenho aprendido que quatro ou cinco bons amigos fazem mais que uma multidão de contatos superficiais. Lembre- se que os líderes denominacionais recebem dezenas de pedidos de pastores que estão procurando ministério, mas não deixe de comunicar- se com eles também. 
c) Não tome decisões do ponto de vista financeiro. Se você é pastor, chamado por Deus, seria reduzir muito sua chamada. Creia que Deus irá sustentar você. É maravilhoso ver, ainda em dias tão capitalistas, homens que agem por princípios maiores que os deste mundo;
d) Aproveite este momento de transição para fazer um período sabático. Normalmente passamos do seminário para o ministério ou de um ministério para outro sem intervalos, sem momentos significativos de reflexão em profundidade. Esta é uma boa ocasião para avaliar como temos vivido. Este pode ser o melhor momento para investir em você mesmo, fazer algumas consultas na área física, psicológica e buscar assessoria espiritual de pastores experientes. Será um grande desperdício deixar de "ruminar" bem as experiências, boas e difíceis, que você viveu nos últimos anos. Eis alguns exemplos de questões que podemos fazer:
(1) Como você saiu de cada pastorado ou função que exerceu na igreja ou noutra área do Reino de Deus?
- Saiu com um sentimento de dever cumprido?
- Saiu, vendo atrás de si frutos do seu labor?
- Saiu no momento certo?
- Saiu, porque pediu demissão ou foi forçado a sair?
(2) Avaliando bem seu ministério,
- em que áreas você se sente mais forte e eficaz?
- em que áreas tem falhado ou já falhou?
- tem procurado o conselho de colegas mais experientes sobre essas falhas e sobre como vencê- las?
- tem orado com sua família, a respeito do assunto?
e) Procure uma oportunidade para servir e aprender ainda mais, não um emprego seguro.Deus tem lá suas maneiras de fazer as coisas acontecerem. Muitas vezes ficamos esperando por Ele quando Ele está esperando por nós. Podemos não ter um convite oficial para um ministério de repercussão, em papel timbrado e bonito, mas não falta serviço no Reino de Deus. Muitas vezes a senha para um grande ministério é aceitar fazer algo considerado pequeno. Não podemos curar- nos de uma cegueira de nascença, mas podemos ir ao Tanque de Siloé e lavar o rosto. Não podemos alimentar cinco mil pessoas, mas podemos recolher alguns peixes e pães. Não podemos declarar a nós mesmos um rei sobre o povo de Deus, mas podemos matar um Golias. Não podemos garantir que seremos lembrados para sempre, mas podemos quebrar um vidro de perfume e ungir os pés de Cristo.
Seja a paz o árbitro em seu coração.
De modo prático, marque em seu cadastro nacinal que você está aberto a novo ministério. Seu nome irá para uma lista que é acessada pelas igrejas em busca de pastores. Para isto, é necessário ser filiado à OPBB.

Estou fora do Brasil e gostaria de me filiar à OPBB. Como fazer?
Com a reforma aprovada em janeiro de 2008, é possível que um pastor morando fora do Brasil ainda seja filiado à OPBB, desde que também esteja desenvolvendo um ministério com alguma vinculação com a CBB. Leia o Regimento Interno da OPBB.

Como fazer o casamento religioso com efeito civil?

Quando os noivos escolhem o casamento religioso com validade civil, o cartório, onde correm os proclames e onde foi iniciado o processo, fornece aos noivos um tipo de certidão com todos os dados exigidos para o casamente, geralmente com antecedência de 30 dias.  Esse documento deve ser entregue ao pastor ou a Igreja e estes elaboram uma espécie da ata, ou certidão, com os dados do cartório, que têm que ser absolutamente exatos, sob pena de  ser nulo o casamento.  Nesta ata, deve constrar o nome e assinatura do pastor, de preferência com o número da OPBB, de duas testemunhas, qualificadas, maiores, que pode ser um sasal. A Igreja deve fazer esse documnto, que chamo de certidão ou ata.  Uma via fica no arquivo da Igreja, outra é entregue aos noivos após o casamento e outra deve ser encaminhada ao mesmo cartório, no prazo definido (antes do CC Novo era 90 dias) sob pena de nulidade do casamento.  Algumas igrejas fazem o trabalho de encaminhar para o cartório, protocolado.  Outras entregam aos noivos para que façam esse trabalho. O perigo é má fé, arrependimento ou esquecimento e o casamento será considerado inexiste, com tristes consequências. Repetindo: nenhum dado da certidão primária expedida pelo cartório pode ser omitido.  Só com a certidão da Igreja assinada pelos conjuges, pastor oficiante e as duas testemunhas é que o cartório extrai a certidão final e válida para fins de direito.

Esse tipo de casamento dá mais trabalho para o pastor e igreja, mas é mais prático e econômico para os noivos.

Há posicionamento oficial da OPBB sobre pastores divorciados ou pastores solteiros?
A única referência está na ata da 4ª sessão do Congresso da OPBB realizado em Goiânia, em 22 de janeiro de 1998. Em uma referência ao assunto por ocasião da mensagem proferida pelo Pr. Sammy Tippit subordinada ao tema "Avivamento na Igreja", durante a reação do plenário, há uma pergunta sobre o divorciado no exercício pastoral. O pregador responde que o divorciado pode desenvolver alguns ministérios; mas o pastorado impõe a condições de ser marido de uma só mulher.

A OPBB apóia a Ordenação Feminina?

A Assembléia Geral de janeiro de 2007 decidiu pela não filiação de pastoras à OPBB.

Gostaria de mais informações sobre o logotipo da OPBB

A logomarca da OPBB não pode ser utilizada em publicações pessoais. Somente as Seções da OPBB podem utilizá-la sem pedir permissão, mesmo assim, observando as diretrizes do “Manual de Identidade”, que pode ser baixado:

  • Manual de Identidade da OPBB (versão Adobe) ou Todas as logomarcas
  • Quais foram as motivações iniciais para a constituição da OPBB?

    Entendo que os propósitos da organização foram, como são: o congraçamento dos pastores, o intercâmbio de experiência e a formação de uma comunidade pastoral unida. Seria bom ver um pouco da história, nos livros de atas ou anais da organização. A OPBB já percorreu um bom caminho, mas ainda não chegou a alcançar plenamente seus objetivos, não obstante sua estrutura descentralizada,por meio de secções estaduais e sub- secções regionais. Há muito que fazer.
    A OPBB teve, desde a sua fundação, outros nomes, a saber: Aliança dos Pastores Batistas Brasileiros e Ordem dos Ministros Batistas do Brasil. Houve alguma razão relevante para a alteração do nome?
    Na década de 60, já era Ordem, "Ordem dos Ministros Batistas do Brasil". Como surgiram diversos ministérios nas igrejas (de Música, de Educação Religiosa, etc),resolveu- se mudar o nome para "Ordem dos Pastores Batistas do Brasil". O nome "Ordem" talvez resulte da analogia com outras ordens, como dos Músicos, dos Advogados, etc.
    A OPBB, ou melhor, a APBB foi fundada em 1940. Qual tem sido a contribuição da Instituição para a classe pastoral e para as igrejas no decorrer destes 62 anos?
    Na busca dos objetivos assinalados na questão 1, a OPBB tem procurado aproximar os pastores, promover congressos e outros eventos, elaborar código de ética para nortear a ação pastoral responsável e prover carteira de identidade pastoral que permita ao obreiro prestar assistência em hospitais, quartéis e outros locais onde a presença do pastor se faça necessária e o obreiro precise ser identificado.